sexta-feira, 24 de maio de 2013

Extremamente alto Incrivelmente perto

Editora: Rocco
Autor: Jonathan Safran Foer
Número de páginas: 361
Nota: 8,5/10

O livro é, a maior parte do tempo, descrito pelas palavras de Oskar, um menino de nove anos com uma inteligencia além da média e uma história super triste. Seu pai morreu no acidente de onze de setembro das torres gêmeas e ele é o único que ouviu as mensagens do pai na secretária eletrônica, que ele escondeu da mãe da avó cuidadosamente.

Por outra lado o livro conta a história através de cartas escritas da avó e do avô do Oskar para o futuro ele ou para o pai dele, sobre a história da vida dela e dele no terror da segunda guerra mundial.

O que mais chamou a minha atenção no livro foi o layound de algumas páginas, por exemplo, quando Oskar ouvia uma conversa através da porta e as páginas eram coberta de palavras separadas como se fossem frases cortadas (e na verdade são frases cortadas com um sentido) e também algumas cartas do avô dele para o pai dele quando a historia começa a ficar muito dramática e complicada para o avô ele começa a ter muitos erros de ortografia que são 'circulados com caneta vermelha'. Achei isso criativo e bem interessante.

Uma outra coisa do livro é que ele toca em dois assuntos bem polêmicos dos últimos tempos e tremendamente trágicos, a segunda guerra mundial e o acidente de onze de setembro.

Outra coisa que gostei muito no livro é que Oskar é meio obsessivo ás vezes, e ele tem essa mania maluca de inventar coisas, tanto que a primeira página do livro e a primeira frase é ele inventando novas coisas mentalmente e ele tem uma mania meio maluca de ficar criando finais terríveis para as coisas, uma espécie de toque ou algo assim. Eu não sei por que, mas isso me fez achar ele particularmente bem interessante e diferente e me fez querer saber também o por que dele ser assim ou o que levou ele à ser assim.

O livro tem adaptação para filme e o filme é protagonizada pela Sandra Bullock (mãe de Oskar) e Tom Hanks (pai de Oskar) e foi nomeado à dois óscares  (melhor filme e melhor ator secundário). Vale a pena dar uma checada, gostei bastante.

Recomendo não só o livro mas o filme!

This is water

Autor: David Foster Wallace 
Nota: 10/10

O livro na verdade é um discurso de formatura que o autor fez. E é bem rápido de ler, li praticamente em meia hora, mas sinceramente não falaria que não vale a pena.

David se tornou um dos meus autores favoritos depois que li uma coletânia de ensaios dele chamada ficando longe do fato de já estar meio que longe de tudo, ele é diferente de tudo que eu li antes e ainda é diferente de tudo que eu leio e acho que esse é um dos fatores principais do que eu gosto dele.

Outra fator que gosto dele é que os livros dele são meio brainstorming, quando parece que você está pensando e desenvolvendo aquele pensamento enquanto você escreve então fica aquele bando de ideias ligadas ao mesmo tempo em uma ideia principal.

Uma coisa que achei meio irônico é que David se matou em 2008, e um dos assuntos que ele discute, bem brevemente, em This is water, é o suicídio  e achei meio engraçado o modo que ele pôs isso e três anos depois se matou. Tirem as suas próprias conclusões, mas eu acho que gênios as vezes não conseguem suportar a pressão, ou simplesmente só não se acham gênios o suficiente, eu sei lá, acho que só fico me perguntando a maior parte do tempo por que ele se matou, embora em alguns textos dele você possa ver alguns indícios.

Esse livro meio que me deu lição de moral sem me dar uma lição de moral sabe? É como se lendo esse livro eu percebesse coisas que eu já sabia lá no fundo, e que são muito prestativas e reais. Por que como David diz no discurso/livro é que as coisas mais obvias, antiquadas e importantes são as mais difíceis de perceber e falar sobre.

Bem, espero que leem, eu recomendo um trilhão de vezes (e definitivamente vou ler um trilhão de vezes).

domingo, 12 de maio de 2013

Julieta

Autora: Anne Fortier
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 441
Nota: 9/10


"Julie Jacobs e sua irmã gêmea, Janice, nasceram em Siena, na Itália, mas desde os três anos foram criadas nos Estados Unidos por sua tia-avó Rose, que as adotou depois que seus pais morreram num acidente de carro. 

Passados mais de vinte anos, a morte de Rose transforma completamente a vida de Julie. Enquanto sua irmã herda a casa da tia, para ela restam apenas uma carta e uma revelação surpreendente: seu nome é Giulietta Tolomei.


A carta diz que sua mãe havia descoberto um tesouro familiar, muito antigo e misterioso. Mesmo acreditando que sua busca será infrutífera, Julie (Guilietta) parte para Siena.


Seus temores se confirmam ao ver que tudo que sua mãe deixou foram papéis velhos – um caderno com diversos esboços de uma única escultura, uma antiga edição de Romeu e Julieta e o velho diário do famoso pintor italiano, Maestro Ambrogio. Mas logo ela descobre que a caça ao tesouro está apenas começando.

O diário conta uma história trágica: há mais de 600 anos, dois jovens amantes, Giulietta Tolomei e Romeo Marescotti, morreram vítimas do ódio irreconciliável entre os Tolomei e os Salimbeni.  Desde então, uma terrível maldição persegue essas duas famílias".


Eu li esse livro ha muito tempo atrás, mas ainda me lembro direitinho de cada detalhe, é aquele tipo de livro que fica presso na sua cabeça depois de semanas e anos que você leu e que você ainda lembra falas de personagens e que dá vontade de você poder visitar e conhecer todos os lugares descritos por que eles parecem incríveis e apaixonantes. 

Eu tenho que admitir que eu sou uma daquelas meninas que é louca com um romance trovadorista, e isso me fez gostar muito do livro, por que eu imaginava aquelas festas enormes de antigamente e Romeo e Julieta juntos e todas essas coisas, eu sou daquele tipo de pessoa que cria uma ligação muito rápido com personagens, mas eu gostei muito da relação que esse livro me causou. 

Uma coisa que eu gostei muito do livro é que o final não foi (totalmente) previsível, como em (quase) todas as comédias românticas, quer dizer, teve algumas horas que eu fiquei tipo: Wtf? E o livro dá pelo menos umas três reviravoltas, mas eu gostei bastante disso também. 

Um porem é que é só você tocar no assunto 'Romeo e Julieta' que todo mundo já olha como se soubesse tudo sobre o assunto, mas o que a autora trabalhou nesse livro foi um Romeo e Julieta diferente, que foi escrito por um italiano e que, embora chegue aos meus fins catastróficos, tem um conjunto diferentes de casos e fatos. E não fica nenhum pouco cansativo. 

Bem, resumindo, eu gostei muito do livro, a autora trabalhou muito bem para fazer um ótimo romance histórico ligado aos dias de hoje, e eu recomendo um bilhão de vezes! 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

A mulher do viajante do tempo

Autora: Audrey Niffenegger
Editora: Suma de letras
Número de páginas:
Nota: 8,5/10

O livro conta a historia de Henry, que tem uma doença genética que faz com que ele seja capaz de viajar no tempo, as viagens são causadas por acontecimentos estressantes de sua vida e são totalmente imprevisíveis e o tempo que ele tem que permanecer em outra realidade com outra idade é relativo, o que faz com que ele tenha que se adaptar a novas realidades a cada viagem, e Clare, desprovida da doença e amante de Henry, tem que adaptar sua vida à ausência de Henry  e a irregularidade de sua relação.

É um livro bem cativante, e embora pareça muito com um livro muito viajado de ficção científica o desenvolvimento sobre esse distúrbio genético tornam ele super realista, o que eu particularmente acredito que todo bom autor de ficção consegue fazer.

Se você tem problemas com livros que não seguem uma ordem cronológica é melhor nem tocar nesse livro, a autora faz uma cronologia meio maluca, de ir vinte anos depois e voltar para mesmo época e mostrar o ponto dos dois Henry, o que foi pro futuro e o que está no presente desse futuro também. Achei isso super interessante.

Já vou avisando, eu chorei. Quer dizer, não que seja difícil para mim chorar em livros, sou um pouco emotiva em relação à isso, mas eu acho que bom comentar por que se não todo mundo fica achando que só tem coisas boas e finais felizes nesse mundo e em livros de ficção.

Bem, o público alvo eu acredito é de jovem para adulto, mas acho que isso depende da maturidade da pessoa e do estilo de livro que ela sempre leu.

Um último comentário é que fizeram um filme do livro em 2009, nunca vi não, mas já li algumas críticas e alguns amigos me falaram que é muito bom, então se você quiser dar uma checada depois de ter lido aí vai a dica!

Concluindo, gostei muito do livro e recomendo muuito! Qualquer comentário em relação à tal não excite de comentar ai em baixo!


terça-feira, 7 de maio de 2013

Eu mato

Autor: Giorgio Faletti
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 531
Nota: 9/10

"Um agente do FBI e um detetive enfrentam um serial killer em Montecarlo, no glamoroso Principado de Mônaco. Trata-se do caso mais angustiante de suas carreiras: capturar o assassino que anuncia seus próximos alvos por meio de enigmas propostos em telefonemas para um programa de rádio, conduzido por um apresentador carismático. Para confundir a polícia, músicas são utilizadas como pistas dos crimes, cujas doses de barbárie e astúcia abatem e desnorteiam policiais, investigadores e psiquiatras. Os assassinatos, caracterizados pela frase Eu mato escrita com sangue, são marcados por uma violência que não poupa nem mesmo a pele das vítimas."

Particularmente falando eu acho difícil de dar nota para os diferentes tipos de objetivos e leitores dos livros que eu venho resenhando, e principalmente por que eu não sou muito de leitora de romances policiais, mas tenho que dizer eu amei esse livro.

Não achei nem um pouco obvio, final totalmente surpreende, e me deu muita vontade de começar a ler mais romances policiais.

Acho que chega no ponto da vida de qualquer leitora que ela tem parar de ler apenas livros para adolescentes e com historias previsíveis  estilo Meg Cabot e Rick Riordan (sem ofensas para as pessoas que gostam deles, ainda leio eles e gosto muito do trabalho deles) e começar a ler livros mais bem trabalhados e intelectuais. Não que eu não fizesse isso antes, o que quero dizer é que acho que chega à um ponto que esse tipo de livro sobressaí aos outros. E eu mato foi um dos livros que estão na minha listinha de não óbvios e que valem reler.

Eu cheguei a decorar número de páginas do livro para voltar depois e ficar lendo de novo e de novo.
É muito envolvente, li em um piscar de olhos!

O livro trabalho muito essa ideia de loucura e também de escolhas, de como chegamos à um ponto, e o que faremos para chegar à outro, e as consequências. Achei super interessante o ponto de vista expresso em relação à isso.

Recomeendo!

Norwegian Wood

Autor: Haruki Murakami
Editora: Alfaguara / Objetiva
Número de páginas: 356 
Classificação: 9/10

O livro é uma maneira de Toru Watanabe reelembrar Naoko, sua paixão de muitos anos anteriores, e ele acaba também nos levando a uma jornada entre os dezenove e vinte anos de sua vida. 

Vou deixar bem claro que mesmo que pareça uma historia de amor não considero esse livro um daqueles livros de romance e essas coisas. É, na realidade, um dos melhores livros que já li. 

Um dos primeiros motivos é por que Toru é um cara super interessante, um daqueles caras que você fica 'Ai meus Deus, esse dai é um daqueles intelectuais legais' e é muito envolvente, segundo por que os personagens do livro são incríveis, nunca conheci ninguém igual à eles, mas o livro me dá desejo de conhecer, os diálogos são super bem elaborados e as histórias por trás de tudo são impressionantes. 

É um livro um tanto pensador, acho eu, e me fez refletir sobre vários assuntos, um daqueles tipo de pensamentos que você para de ler por um segundo e desenvolve mais mil pensamentos em volta desse pensamento inicial. 

O título do livro se inspirou em uma música do Beatles, e achei muito legal o desenvolvimento que ele faz ao redor da música e do titúlo. 

Haruki Murakami é um Deus. Só falo isso. Já estou quase nas livrarias procurando todos os volumes dele lançados aqui! 

Recomendo um bilhão de vezes!!!!

sexta-feira, 8 de março de 2013

A garota que perseguiu a lua


Autora: Sarah Addison Allen
Editora: Planeta do Brasil 
Número de páginas: 243
Classificação: 6,5/10

O livro começa com Emily se mudando para a cidade natal da mãe após  a morte dela. Pouco após chegar Emily fica intrigada por luzes estranhas no seu quintal, e esse é só o começo, mais mistérios começam a aparecer nessa nova cidade, e Emily percebe que sua mãe estava envolvida em grande parte desse mistério. Com a ajuda de Julia, sua vizinha e uma ótima cozinheira de bolos, Emily tenta descobrir os mistérios de seu novo lar.

Claro que esse é um resumo bem breve do livro, mas não posso contar a historia todo antes né?
Uma das coisas que gostei muito desse livro é que ele é bem rápido de ler e prende bastante e as historias das protagonistas são super interessantes e os diálogos são bem montados.

Vou ser bem sincera, o final é um pouco fraco. Quer dizer, é um ótimo livro, me prendeu a noite inteira para ficar lendo, mas achei o final um pouco surreal demais, acho mesmo que esse foi um dos motivos por que achei o final um pouco fraco.

Tudo bem, tem aqueles momentos que chega a ficar um pouco forçado demais algumas partes e tal  mas mesmo que eu tenha achado o final um pouco fraco achei (parte dele) surpreendente, o livro tomou um final totalmente diferente do que eu esperava no começo do livro, e achei interessante também o jeito que ela explorou o folclore da região.

Uma coisa que achei muito legal ela trabalhar foi essa historia de que acontecimentos passados podem afetar o futuro, e o que podemos e como devemos agir com relação ha coisas, como as pessoas podem mudar ou como relações mudem mudar.

Concluindo, é um livro bem leve, fácil de ler, gostei muito, mesmo com todas as críticas que eu dei. Super envolvente e dá, fácil fácil, para ler em um final de semana livre.

Recomeendo!